Quais as competências/ habilidades necessária para a prática profissional do Serviço Social?

Na profissionalização de um técnico de Serviço Social é necessário que este possua competências e habilidades específicas.

Segundo Thompson (2000) existe uma separação entre competências e habilidades/capacidades, pois a competência integra a capacidade/habilidade e a capacidade de utilizarmos na ação técnica , enquanto que, em si, a capacidade/habilidade é algo que se aprende de modo a desenvolver uma atividade da melhor maneira possível, como por exemplo, a paciência, a sensibilidade, a organização. Estas ao serem aprendidas são mobilizadas na escuta ativa, respeito pelo outro, comunicação, empatia, reflexividade e capacidade discursiva.

Um técnico de serviço social deve ser objetivo no seu percurso profissional, assim sendo, o profissional não se pode basear em juízos de valor, pois estes detêm uma conotação do “dever ser” e provêem de valores aprendidos em sociedade e designam o padrão corretivo da sociedade e o que é aceitável. Por isso mesmo, o profissional operacionaliza juízos de facto, sendo que estes centram a sua interpretação da realidade em si, podem ser descritivos centrando-se no que as coisas são e não são são avaliativos.

Para que haja uma melhoria do processo de objetivação é necessário proceder à relativização e perceber os fatos aprendidos consoante o contexto em que se encontram inseridos. Deve-se também proceder à totalidade solidária, não esquecendo que o fenómeno em estudo depende de uma “multi-dimensão” e que se deve analisar todos os seus pressupostos e sistematiza-los. Deve-se também proceder à aplicação da fatualidade (descrição dos fatos) e ao questionamento (habilidade de questionar o fenómeno e a análise para poder originar novas conclusões). Tudo isto, é essencial porque é orientado pelos objetivos fulcrais para que o profissional haja de forma profissional e coerente na resposta aos casos.

Por fim, um bom planeamento, ou seja um planeamento objetivo, conta com a capacidade de envolvimento, distanciamento e reflexividade do profissional de serviço social.

A investigação de fenómenos nesta profissão depende de um certo envolvimento profissional e técnico com a população alvo. Daí a necessidade de existir a consciencialização de certo distanciamento emocional, que não influencie as conclusões/ respostas ao caso(s).

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