A especificidade do Serviço Social enquanto profissão

Ao longo dos anos, tem estado em aberto a discussão sobre qual será a especificidade do serviço social no mundo das profissões.

Baptista (1986) defende que o serviço social utiliza os conhecimentos das diversas ciências sociais, articulando com conhecimentos de psicologia, antropologia, economia, sociologia, entre outro.

Falcão (1982) afirma que o serviço social é uma profissão que tem de ter em conta os contextos onde o sujeito está/esteve inserido, para poder dar resposta à situação- problema. Pois, a realidade social pode ter a ver com os contextos anteriores ou presente à mesma.

Para Faleiros (1997) as palavras chave dos serviço social como profissão são: continuidade ou rutura (com as estratégias profissionais) tem como objetivo a emancipação do sujeito (a mudança).

Segundo Netto (1996) o serviço social tem por objetivo criar respostas às necessidades sociais. Ou seja, como diz Fook (2002) o serviço social pretende mudança e progresso.

O assistente social alem de ter o objetivo de criação de respostas às necessidades do sujeito, pretende também, através de diversas estratégias estabelecer o equilíbrio e evitar o conflito (papel do conciliador ou conformista). Tudo isto no sentido de mudança social utilizando também a execução das decisões politicas e autarquicas.

A génese do serviço social como profissão é concetualizada como pratica profissional, no âmbito da ajuda e da assistência social (Gentilli, 1997; citado em Santos, 2008).

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Santos, C. (2008) Retratos de uma profissão a identidade do Serviço Social. Coimbra: Quarteto.