Qual a evolução do reconhecimento do Serviço Social enquanto profissão?

A discussão sobre o reconhecimento do serviço social enquanto profissão remonta ao ano de 1915, na Conferência Anual de Caridade e Correção em Baltimore, sobre o tema “Educação para o serviço social”, na qual Flexner, no seu discurso afirma não considerar o serviço social como profissão.

Até esta época, 1915, não existia nível académico nem profissional do serviço social.

Após a 2ª Guerra Mundial, as escolas de serviço social crescem na Europa e nos EUA, o que leva este a identificar-se cada vez mais como uma profissão.

A partir do séc. XIX deu-se a emergência do serviço social moderno, devido a questões relacionadas com a família e com a comunidade. Perante isto, o serviço social pretende a manutenção da ordem social através do controlo, cuidado e ajuda. Segundo Payne (2000) e Campanini (1995), o serviço social é constituído por três elementos sendo eles o profissional, o contexto e o cliente (estes têm que ter em consideração os valores éticos de cada um).

O serviço social é multidimensional, complexo e em permanente atualização tendo em conta as diversas situações – problema e os contextos em que estão inseridas. Assim sendo, este pretende a mudança pois tem o poder de influenciar e mudar os contextos e as estruturas sociais (Payne, 2000).

Em suma, a reflexão sobre a construção social da profissão do serviço social, é, por vezes difusa e contraditória mas o importante é que a teoria e a prática são dois aspetos fundamentais do serviço social enquanto profissão. Pois, é segundo estes que o assistente social vai analisar a situação – problema tendo em conta o contexto em que está inserida, para depois em conjunto com outros atores sociais promover a mudança social.

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Santos, C. (2008) Retratos de uma profissão a identidade do Serviço Social. Coimbra: Quarteto.