Entrevista com Dra. Isaura Costa

Nome: Isaura Costa
Área Profissional: Técnica superior de serviço social/ na área de Acção Social, Educação e Menores em Risco
Tempo de exerção: 25 anos

1. O que é para si o serviço social?
É uma ciência social que tem como objectivo fundamental promover uma melhor adaptação do individuo, famílias e outros grupos, ao meio social em que vivem, auxiliando-os na solução dos seus problemas/dificuldades.

2. Quais as espectativas que tinha durante a formação? Corresponderam à sua prática profissional atual?
Totalmente diferente. Na altura que efectuei a licenciatura, a meu ver, existia uma falha ao nível de transição efectiva para o mercado de trabalho real do trabalho- visão real das problemáticas existentes e possibilidades de mercado/saídas profissionais.

3. Quais as competências  e habilidades  que utiliza na sua prática profissional?
Competências: Várias das quais gestão de colaboradoras.
Habilidades: comunicação; simpatia; humildade, gestão de conflitos- pensar e ser diferente e conseguir chegar a um consenso.

4. Qual a imagem que acha que as outras pessoas têm da sua profissão?
Uma imagem bastante desgastada/confusão entre o ser assistente social e ser “Sr.ª da Assistência”.
Na área em que me encontro a trabalhar não sinto que as pessoas menosprezem o que faço, apesar de ser assistente social.

5. Que atividades desenvolve no seu dia-a-dia profissional?
– Gestão de colaboradores/horários;
– Gestão de admissões de colaboradores e clientes;
– Planificação de actividades, implementação das mesmas;
– Coordenação de equipas de trabalho…
– Representação do equipamento/instituição na comunidade
– Inspecções sociais

6. Em relação à sua formação académica, o que acha que não foi abordado e seria importante para a sua prática profissional atual?
A realidade no âmbito das saídas profissionais e respectivas competências para exercer nas IS áreas.

7. Desde que exerce a profissão quais as principais alterações com que se depara, no decorrer do tempo, em relação a situações de carência social e politicas implementadas tanto no âmbito de apoio e de despectivos cortes do sector?
– Politicas desajustadas às verdadeiras necessidades locais e nacionais;
– Escassa preocupação junto das famílias (efectiva e não só de projecto);
– Desarticulação dos serviços da comunidade;
– Aparecimento de projecto/serviços com os mesmos recursos, não obtendo resultados eficazes.